Experiência técnica, conhecimento da cultura, histórico de resultados e domínio da operação são fundamentais na contratação de um profissional para o agronegócio. Mas, dependendo da posição, analisar apenas o currículo pode deixar perguntas importantes sem resposta.
Como esse profissional tende a reagir diante de pressão? Como se relaciona com outras pessoas? Qual é seu estilo de liderança? Como toma decisões? Quais características podem favorecer ou dificultar sua adaptação à função?
É nesse contexto que avaliações comportamentais e de perfil podem complementar um processo seletivo.
Entre as ferramentas disponíveis no mercado estão DISC, Líder Profile e PEAKS. Embora possam participar de processos de avaliação de pessoas, elas não entregam exatamente a mesma leitura.
DISC: foco nas tendências comportamentais
O DISC organiza tendências comportamentais em quatro dimensões: Dominância, Influência, Estabilidade e Conformidade/Conscienciosidade, dependendo da nomenclatura adotada pela ferramenta. Ele pode ajudar a compreender aspectos como comunicação, ritmo, reação a desafios e interação com regras e pessoas.
No agro, essa leitura pode complementar a avaliação de posições em que comportamento e relacionamento têm impacto relevante na rotina, como vendas, gestão de equipes e determinadas funções de liderança.
O próprio material do Everything DiSC ressalta, porém, que o instrumento mede tendências e preferências comportamentais, e não inteligência, aptidão ou saúde mental. Portanto, seu resultado não deve ser confundido com uma avaliação completa da capacidade profissional.
Líder Profile: uma leitura mais ampla de personalidade e competências
O Líder Profile trabalha com cinco dimensões de personalidade, 30 traços e mais de 65 competências em sua solução voltada a empresas e consultores. Entre as dimensões apresentadas pela plataforma estão Lutar e Alcançar, Intensidade Social, Deferir e Ceder, Experiências Novas e Robustez Emocional.
Essa amplitude permite aprofundar a discussão sobre características relacionadas ao perfil do profissional e às competências esperadas para determinada função.
Em uma posição de gestão agrícola, por exemplo, pode ser interessante investigar características relacionadas à liderança, tomada de decisão, relacionamento e capacidade de atuar diante dos desafios específicos daquela operação.
PEAKS: potencial e performance sob uma perspectiva mais ampla
O PEAKS se apresenta como uma plataforma de Human Capital Analytics voltada à identificação de potencial, forças, habilidades e performance. Sua metodologia declara alinhamento ao modelo dos Cinco Grandes Fatores de personalidade e utiliza benchmarks industriais e dados empíricos para suas análises.
A proposta, portanto, permite trabalhar uma leitura mais abrangente de potencial e desenvolvimento, especialmente quando a empresa deseja compreender o profissional além de comportamentos imediatamente observáveis.
Então, qual ferramenta escolher?
A resposta começa antes do teste.
O que sua empresa realmente precisa descobrir sobre esse candidato?
Se a necessidade está relacionada principalmente a tendências comportamentais e comunicação, uma ferramenta pode ser suficiente. Se a empresa precisa aprofundar personalidade, competências ou potencial, outras metodologias podem fazer mais sentido.
E, dependendo da complexidade da posição, combinar diferentes fontes de informação pode ser mais relevante do que procurar um único teste capaz de responder tudo.
No agronegócio isso é especialmente importante. Um gerente de fazenda, um RTV, um diretor comercial e um especialista técnico enfrentam contextos completamente diferentes. Consequentemente, a avaliação também precisa considerar as competências críticas de cada posição.
Ferramenta não substitui avaliação
Existe ainda um cuidado fundamental: nenhum teste deveria decidir sozinho quem será contratado.
Avaliações de perfil funcionam melhor quando complementam entrevistas estruturadas, análise da trajetória profissional, competências técnicas, referências e entendimento do contexto da posição. Mesmo materiais sobre DISC destacam que avaliações comportamentais não substituem entrevista, histórico profissional ou avaliação técnica.
O valor não está simplesmente em aplicar um teste.
Está em saber o que avaliar, escolher a ferramenta adequada e interpretar os resultados dentro da realidade da vaga e da empresa.
É essa combinação que transforma dados sobre comportamento e personalidade em informações úteis para uma decisão de contratação.
Na AGROSearch, o processo de recrutamento especializado parte do entendimento do negócio, da posição e das competências necessárias para cada desafio do agronegócio.
Porque conhecer o candidato vai muito além de conhecer seu currículo.
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